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	<title>INTERCAMPI &#187; Egocentrismo</title>
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	<description>Associação Internacional dos Campi de Pesquisa da Concienciologia</description>
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		<title>ARTIGO: Autoconhecimento: Atitude na Superação do Egocentrismo</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 11:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana de Sena</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Egocentrismo]]></category>
		<category><![CDATA[Superação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ana de Sena, professora, assistente social e pesquisadora do INTERCAMPI A realidade indica que a espécie humana é a única existente no planeta Terra capaz de superar suas próprias limitações de forma consciente. Um exemplo disso é quando observamos a natureza. Podemos perceber que os vegetais se desenvolvem pela energia que os anima (nascem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-248" title="Artigo da Semana" src="http://intercampi.org/wp-content/uploads/2009/08/Artigo.jpg" alt="Artigo da Semana" width="600" height="100" /></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por <a href="http://intercampi.org/author/anadesena/" target="_self">Ana de Sena</a></em><em>, professora, assistente social e pesquisadora do INTERCAMPI</em></p>
<p>A realidade indica que a espécie humana é a única existente no planeta Terra capaz de superar suas próprias limitações de forma consciente. Um exemplo disso é quando observamos a natureza. Podemos perceber que os vegetais se desenvolvem pela energia que os anima (nascem, crescem, se reproduzem e morrem). Já os animais irracionais apresentam algo além do corpo animado pela energia. Expressam atitudes instintivas, provocadas por emoções (quando se sentem ameaçados, atacam; quando se sentem acolhidos, afagam). No ser humano, podemos ver um corpo (soma) movido pela energia vital, como nos vegetais, e a instintividade dinamizada pela emoção, identificada nos animais irracionais. No entanto ele raciocina. Ou seja, é capaz de conhecer-se, através da reflexão sobre suas ações, e de autossuperar-se pela vontade decidida, ao perceber traços pessoais que requerem superação.</p>
<p><span id="more-561"></span>Mesmo assim, no cotidiano, fatos indicam que as relações violentas cresceram ao ponto de que as ações, até então encaminhadas para inibi-las, assim como a educação viabilizada na sociedade, ainda não surtiram o efeito desejado para uma convivialidade pacífica. Talvez porque ainda não nos disponibilizamos a superar nosso processo egocêntrico, que está presente na sociedade atual.</p>
<p>Você já pensou que a existência humana neste planeta tem a finalidade de aprendermos uns com os outros? Que nossa evolução, na condição de consciência, depende do nível de assistência contida em nossas ações? E que a qualificação destas depende da qualificação dos nossos pensenes (pensamento + sentimento + energia)? Como podemos, então, alcançar uma convivialidade sadia mantendo nossos traços egocêntricos?</p>
<p>Importa lembrar que a pessoa egocêntrica acha que o mundo roda em torno de si. Na infância, diferente da vida adulta, o egocentrismo aparece de forma saudável, pois a criança se encontra em desenvolvimento.</p>
<p>Conforme Vygotsky (1896-1934), pensador pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida, é na fase inicial do desenvolvimento da linguagem que a criança pode superar essa fase egocêntrica e formular seu próprio pensamento, assim como se torna capaz de compreender a fala dos outros.</p>
<p>Porém, quando a criança não consegue superar essa fase na infância, levando-a para a fase adulta, o seu relacionamento social se torna patológico. Este comportamento acontece quando a pessoa espera que os outros ajam de acordo com suas expectativas, mas não enxerga os mesmos verdadeiramente, pois lhe falta coragem para reconhecer as próprias limitações. A falta de autoconhecimento a impede de evoluir.</p>
<p>Outros pensadores, Platão (427 a.c.-399 a.c), Spinosa (1632-1677), Freud (1856-1939) e Morin (1921-), consideram o autoconhecimento como uma conquista que traz saúde e liberdade para a pessoa. Assim, o autoconhecimento pode ser uma <em>realização que requer cuidado,</em> e não algo dado à pessoa que não está interessada em evoluir.</p>
<p>A experiência indica que para nos autoconhecermos precisamos de disciplina para refletir e interpretar nossas próprias ações e reações.  Isto sugere a necessidade de aprendermos a fazer autopesquisa (uma reflexão cuidadosa sobre as experiências pessoais vivenciadas), para compreender a relação dos nossos pensenes (pensamentos, sentimentos e energias) e agir sobre eles.</p>
<p>A Conscienciologia é a ciência da consciência, sendo a autopesquisa uma das formas de adquirir o autoconhecimento. Assim, quando nos disponibilizamos a realizar a autoinvestigação, podemos identificar os nossos trafares (traços fardos, imaturos) e trafores (traços fortes, maduros) e nos posicionar pela superação do próprio egocentrismo.</p>
<p>Isto acontece quando, pela vontade decidida, nos lançamos em busca da superação do apego excessivo a nós mesmos e saímos da zona de conforto em prol de mudanças íntimas. Esse movimento contribui para ultrapassar o egocentrismo rumo à postura cosmoética (neologismo da Conscienciologia que significa uma ética do cosmos que visa o melhor para todos, além da ética de cada sociedade), nos possibilitando a pacificação íntima, uma condição necessária para minimização da violência no contexto multidimensional.</p>
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