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Gestão por Competências – Ferramenta Evolutiva no Ambiente Organizacional

Por Clara Emilie Boeckmann*

Tenho trabalhado em um projeto de preparação para a implantação da Gestão por Competências em instituição pública. Os objetivos do projeto são divulgar e explicar o que é a Gestão por Competências (GPC), debater a proposta, dirimir dúvidas, buscar a gestão participativa, esclarecendo que são as pessoas que construirão a GPC, como coparticipantes do processo.

É uma tarefa desafiadora, mas tem tudo a ver com meus ideais profissionais e de vida. Não desisto dos ideais de contribuir para o desenvolvimento de uma cultura organizacional mais profissional, ética e responsável, com reverberações para a sociedade. Vislumbro a possibilidade das pessoas se autorrealizarem em seu trabalho, por se sentirem úteis, fazendo atividades de que gostem, em um ambiente agradável, com situações que promovam a aprendizagem pessoal e profissional. A metodologia da Gestão por Competências vem a este encontro.

Tudo isso tem muito a ver com várias proposições da Conscienciologia, às quais trago algumas aproximações, como o conceito do trinômio motivação-trabalho-lazer, que estabelece que tenhamos um trabalho que traga satisfação e evolução pessoal, afinal, 1/3 de nosso dia é dedicado ao trabalho. Não é mundo cor de rosa. Os conflitos e crises sempre existirão, sem o que não haveria mudança, crescimento, evolução. Às vezes realmente dói. Mas é então que reciclamos, que revemos as escolhas e, frequentemente, mudamos nossos caminhos: evoluímos.

Por que a Gestão por Competências é uma ferramenta evolutiva?

Em síntese, a GPC, a partir dos objetivos e metas a serem alcançados pela organização, consiste em identificar e corrigir a lacuna entre as competências necessárias para a concretização dos resultados e as competências internas disponíveis. Toda uma metodologia e tecnologia já existem para garantir este trabalho, como a apresentada no livro Aplicação Prática de Gestão por Competências, de Rogério Leme (Ed. QualityMark), que acaba gerando os seguintes resultados e respectivos significados evolutivos conscienciológicos:

Ações da GPC Significados evolutivos
Identificação das metas e objetivos;
Identificação de talentos (competências) necessários às pessoas envolvidas, para o alcance das metas;
Cultura do planejamento;
Priorização; Auto-organização;
Elaboração do Projeto de Vida;
Gestão por Resultados.
Levantamento dos perfis (competências) existentes nas pessoas que realizarão as tarefas para o alcance das metas; Incentivo e promoção do autoconhecimento;
Identificação de traços-força e traços faltantes.
Avaliação de Desempenho – feedback entre gestor e equipe, podendo cada um ser avaliador e também avaliado; Desenvolvimento dos líderes; Processo de interassistência;
Exercício de heterocríticas e autocríticas sadias, construtivas;
Importância da liderança e do exemplarismo.
Desenvolvimento de competências (que faltam ou que precisam ser reforçadas) para que as pessoas alcancem as metas; Evolução pessoal; Desenvolvimento de pessoas – comportamentamental e técnico; Aprendizagem.
Observação: Freqüentemente se descobre que as pessoas possuem talentos para outras tarefas, remanejando-as para atividades mais condizentes com seu perfil. Ajustes organizacionais;
Oportunidades de novos desafios e mudanças;
Reciclagens evolutivas.

Importante considerar que a Conscienciologia, estudo da consciência (ego, alma, self), é uma proposta diferenciada. Não estamos aqui comparando. Apenas apresentamos algumas aproximações em que a Conscienciologia pode contribuir para as abordagens da Gestão de Pessoas e traçando alguns paralelos práticos, demonstrando como inserir as vivências evolutivas no nosso dia a dia nas organizações de trabalho. As bases do paradigma consciencial incluem (1) a multisserialidade – somos consciências em evolução, através de várias vidas; (2) a multidimensionalidade – existem várias dimensões, não apenas a intrafísica; (3) a holossomaticidade – a consciência se manifesta através de vários veículos – o corpo físico, o psicossomático, o energético e o mentalsomático; (4) a interassistencialidade – quando ajudamos o outro, ajudamos a nós mesmos; nos ajudando mutuamente, evoluímos mais e melhor; (5) a autopesquisa – nos conhecermos para podermos evoluir, a partir do conhecimento de nossos traços pessoais, valores, prioridades.

É neste ponto relacionado à autopesquisa que a GPC mais se aproxima como ferramenta evolutiva, que pode se desenvolver nos ambientes organizacionais – públicos e privados.

A Gestão por Competências integra vários processos da Gestão de Pessoas, que visa a otimizar a produtividade dos seus colaboradores, para o alcance dos objetivos da empresa, ao mesmo tempo em que procura gerar satisfação e desenvolvimento das pessoas. Há várias abordagens evolutivas nesta temática – motivação, liderança, trabalho em equipe, entre outros. Assim, percebe-se que em tudo o que vivenciamos, podemos encontrar oportunidades evolutivas para as pessoas – em casa, no trabalho, onde quer que estejamos. Não apenas no plano intrafísico e profissional, mas também para a evolução consciencial (pessoal, íntima) de cada um.

*Voluntária do INTERCAMPI em Recife

1 Comemtário

  1. Muchisimas gracias Tomi y Nati! He viaitsdo varias veces vuestro blog, me encanta! La creatividad es una de los senderos me1s prf3ximos para el encuentro con el alma. Celebro esta conexif3n entre nosotros.Un abrazo a los dos y que vuestro ser radie bendiciones infinitas en vuestra vida.Un abrazo desde Barcelona.

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