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Experiências Pessoais Evolutivas

Por Maria Regina Camarano*

Segundo a Conscienciologia, neociência voltada para a pesquisa técnica do ego, consciência, princípio inteligente, a evolução pessoal é o processo contínuo de toda consciência com a finalidade de se atingir a maturidade consciencial integral ou holomaturidade, própria do Homo sapiens serenissimus ou Serenão, personalidade apresentada pela Conscienciologia como modelo evolutivo, vivendo hoje, anonimamente, neste planeta. Essa personalidade caracteriza-se pela extrema tranquilidade, equilíbrio permanente, autodomínio e sustentação plena das energias, compreensão e vivência da cosmoética (a ética de todas as dimensões, além da moral humana) e do megafraternismo (a afeição, sem distinção, a todos os seres ou princípios conscienciais), dentre outras qualidades.

A evolução pessoal para se atingir o nível de maturidade consciencial do Serenão se dá em etapas, a partir do próprio esforço, ao longo das várias existências da consciência. Portanto, cada pessoa pode acelerar ou retardar o seu processo evolutivo, aproveitando ou não as oportunidades que se lhe apresentam diariamente, ou sendo pró-ativa, estabelecendo metas evolutivas e criando oportunidades de evolução embasadas em suas experiências.

A experiência pessoal pode ser entendida como todo conhecimento obtido pela pessoa, de maneira espontânea ou voluntária, a partir dos seus sentidos físicos ou de suas parapercepções (percepções além dos cinco sentidos) ou, ainda, por meio da atividade de reflexão.

A pessoa comum acumula seu conhecimento com base no bom senso, condicionada aos valores sócio-culturais, orientando a sua vida de forma mais instintiva e submetida ao conhecimento filosófico e religioso, bem como ao conhecimento produzido e reconhecido pela ciência convencional, a qual limita o estudo do ego ao psiquismo, às percepções dos sentidos físicos e à vivência das experiências de uma única vida.

Assim, essa abordagem não considera as várias existências de cada pessoa ou consciência, as manifestações e interações entre as consciências nas dimensões física e extrafísicas, além de outros aspectos relativos à realidade pessoal e à perspectiva do estudo do sujeito pelo próprio sujeito, por meio do método da autopesquisa proposto pela Conscienciologia.

Diferentemente da abordagem científica convencional, a Conscienciologia, ao propor o método da autopesquisa, possibilita à pessoa adotar uma postura de cientificidade quanto à investigação e conhecimento do próprio ego de forma integral, considerarando a holobiografia pessoal, ou seja, a história de todas as existências, a atuação da consciência nas diferentes dimensões e o aproveitamento, com racionalidade, das experiências pessoais diárias.

Ao se considerar as experiências pessoais como oportunidades evolutivas, ressaltam-se dois tipos de experiências. O primeiro tipo diz respeito às experiências involuntárias, patológicas ou sadias. O segundo, às experiências voluntárias, adquiridas de forma programada, a partir da própria vontade, utilizando, por exemplo, os métodos e técnicas propostos pela Conscienciologia. São as do segundo tipo que constituem objeto da autopesquisa conscienciológica.

A título de exemplos de experiências involuntárias patológicas destacam-se: a Experiência de Quase Morte (EQM) provocada pelo estado de coma em virtude de cirurgia, algum tipo de acidente ou mesmo de doenças sérias; doenças como o câncer; acidentes graves que geram, não raro, a incapacidade física do indivíduo;  as frustrações pessoais, dentre outras. Como experiências involuntárias sadias distinguem-se: a projeção da consciência fora do corpo de forma lúcida ou projeção consciencial, popularmente conhecida como viagem astral; as retrocognições sadias e espontâneas ou lembranças de vidas passadas; a antevisão de acontecimentos ou premonições, dentre outras.

Qualquer pessoa pode passar por experiências involuntárias, tanto as pessoas comuns como os cientistas convencionais ou mesmo o autopesquisador ou autopesquisadora. Entretanto, estes dois últimos, pelo fato de estarem mais atentos e lúcidos quanto as suas vivências, têm condições de melhor avaliar o significado dessas vivências do ponto de vista autoevolutivo.

Por outro lado, as pessoas, em geral, quando conseguem compreender e avaliar essas experiências com abertismo, sem preconceitos, podem aproveitá-las como oportunidade de aprofundamento do autoconhecimento e mudança para melhor. São frequentes os relatos pessoais sobre tais experiências e a nova perspectiva de vida. Pode ser, portanto, o momento da reciclagem da existência em que a pessoa dá um salto em termos de evolução e passa de consciência instintiva, passiva, vivendo sob o princípio popular do “deixa a vida me levar”, para a condição de viver com racionalidade, transformando tais experiências em oportunidades autoevolutivas.

As experiências pessoais evolutivas propriamente ditas, ou experiências autoprogramadas, são aquelas planejadas pelo autopesquisador ou autopesquisadora, a partir da utilização de seus atributos conscienciais, como: vontade firme, intenção qualificada, auto-organização, intelectualidade, autodidatismo, comunicabilidade, pró-atividade, parapsiquismo, fraternismo, dentre outros. Particularmente, essas experiências são realizadas por pessoas que já desenvolveram a inteligência evolutiva (pessoas que priorizam, no dia a dia, a autoevolução) e analisam suas experiências, com base no paradigma consciencial, considerando a existência da multiexistencialdidade (várias existências da consciência), da multidimensionalidade (existência das dimensões física e extrafísicas), das interações energéticas entre as pessoas e ambientes, das relações interconscienciais multidimensionais e da cosmoética. Entretanto, toda pessoa motivada pode ser pró-ativa e acelerar a autoevolução, a partir do uso dos seus atributos e com auxílio da técnica de autopesquisa, em que o pesquisador é ao mesmo tempo sujeito e objeto de sua investigação.

A Conscienciologia apresenta inúmeras técnicas para a autovivência de experiências pró-evolutivas que podem ser adequadas a cada pessoa, dependendo do seu momento evolutivo. Essas técnicas têm sido desenvolvidas pelas diversas instituições conscienciocêntricas, como o INTERCAMPI, sendo apresentadas nos cursos teóricos e práticos promovidos por essas instituições.

*Voluntária do INTERCAMPI em Recife

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