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ARTIGO: Superando o Medo de Escrever

Artigo da Semana

Por Fátima Duda*

Concluídas diversas tarefas no final de ano – 2010 –, aproveitei a motivação e me dispus a compor o meu primeiro artigo. Estava decidida a fazê-lo. Seria a próxima prioridade. O artigo estava mentalmente organizado, apenas o redigi. A fácil execução me deixou surpresa, pois não me achava capaz. A intenção de elaborar um artigo ficava restrita ao campo das ideias, denunciando o nível de bloqueio autoimposto.

Essa condição íntima, cerceadora da escrita, no meu caso, começou a mudar a partir de 2006, com o conhecimento da Conscienciologia – ciência que aborda a consciência (ser, ego, self, espírito) de forma integral, considerando seus diversos corpos, dimensões e existências, as bioenergias e a autopesquisa.

Segundo esse paradigma, ao renascermos, herdamos, de nós mesmos, valores positivos e negativos (inatos) e desenvolvem outros tantos, adquiridos ao longo da atual vida intrafísica (condicionados). A soma desses valores constituirá a nossa paragenética e  perpassará as futuras existências. Concebia o ato de escrever, assim como a maioria das pessoas, associado mais a um dom de poucos privilegiados do que a uma habilidade passível de ser desenvolvida.

O medo – sentimento universal e muito antigo – é resultante do conhecimento de perigo ou de ameaça, reais, hipotéticos ou imaginários. A sua negatividade transparece quando deixamos de realizar tarefas propostas. No caso da escrita, ressalte-se o receio da rejeição, do ridículo, da autoexposição, evidenciando a falta de confiança em si mesmo. Seja qual for o motivo do temor da folha em branco, o primeiro passo para superá-lo é aceitar essa condição. Sugere-se elaborar um plano de ação, nos moldes da autopesquisa conscienciológica.

A autopesquisa – ferramenta destinada às pessoas interessadas em seu autoconhecimento – proporciona a qualquer consciência mudanças internas, reorientando as suas atitudes, em favor do processo evolutivo pessoal e grupal. No desenrolar do autoexperimento, busca-se a autoinvestigação, o autodiagnóstico e o autoenfrentamento da dificuldade que se pretende superar. O pesquisador é, ao mesmo tempo, agente e objeto da sua pesquisa. O seu laboratório, além de si mesmo, são as consciências com as quais interage, nos diversos ambientes desta e de outras dimensões.

A  dificuldade de escrever começou a ser trabalhada durante a participação nos cursos das diversas instituições conscienciológicas. Fui incentivada a registrar as minhas vivências, assim como ler, reler e comparar, visando promover uma autoavaliação. Dediquei-me com afinco ao novo desafio e, aos poucos, fui constatando o meu progresso – pensamentos elaborados com mais clareza e objetividade.

Deduz-se do autoexperimento que a tarefa rotineira de anotar, ler e comparar os relatos, associados à vontade, determinação, persistência e discernimento, aumenta a autoconfiança; facilitam a recepção da auto e heterocrítica, naturalmente advinda da exposição das ideias; e, consequentemente, promovem o desbloqueio do ato de escrever. Essa técnica de trabalho, além de ampliar a tarefa do esclarecimento, por alcançar maior número de pessoas, confere à articulista maior grau de maturidade.

*Graduada em Direito e docente da Conscienciologia 

1 Comemtário

  1. Miguel Borges

    Existe algum arquivo modelo para os artigos da conscienciologia?

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