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ARTIGO: Parapedagogia – um Novo Paradigma em Educação

Artigo da Semana

Por Júlio Royer*

A abordagem científica clássica considera que a consciência é produto do cérebro humano, emerge com o nascimento e se extingue com a sua morte. Entretanto, nas últimas décadas a mídia tem noticiado, cada vez mais, relatos de pessoas com vivências que evidenciam a sobrevivência da consciência à morte do corpo, fato ignorado pela ciência nos últimos séculos. A Conscienciologia surge com o objetivo de estudar a consciência de modo integral, e para isso propõe um novo paradigma de pesquisa científica, mais adequado ao seu objeto de estudo. Nesse contexto, a Parapedagogia, especialidade da Conscienciologia, lança um novo olhar sobre o processo ensino-aprendizagem, com enfoque na reeducação da consciência, que traz consigo o resultado de suas experiências em vidas anteriores.

Para estudar a consciência – personalidade, ego, alma ou elemento pensante de cada um de nós –, a Conscienciologia usa uma abordagem de autopesquisa, multidimensional, multiexistencial, holossomática e bioenergética.

A exemplo dos sonhos, muitos fenômenos conscienciais são íntimos, pessoais, intransferíveis e insondáveis a qualquer aparelhagem física de laboratório. Portanto, a consciência é quem melhor pode pesquisar e entender sua própria realidade íntima. A melhor comprovação é sempre a vivência pessoal lúcida e refletida. Daí a autopesquisa.

As projeções da consciência – experiências lúcidas fora do corpo – demonstram de modo incontestável para a própria pessoa que ela não é o seu corpo físico. Há outros veículos com os quais ela pode se manifestar nesta e em outras dimensões. A Conscienciologia estuda o holossoma, composto de 4 veículos: soma, energossoma ou corpo das energias, psicossoma ou corpo das emoções e mentalsoma ou corpo mental. Por isso, as abordagens multidimensional e holossomática.

As retrocognições comprovam – para quem já as vivenciou – a existência de vidas anteriores, tornando necessário incluir a multiexistencialidade no âmbito da pesquisa. É esse o motivo de a Parapedagogia considerar que todo processo de ensino-aprendizagem é sempre uma reeducação, pois nenhuma consciência humana é uma tábula rasa.

O estudo da vitalidade humana está ligado ao entendimento das bioenergias, que podem ser percebidas e dominadas por qualquer pessoa interessada, por meio da vontade e de técnicas específicas. Quem domina as próprias energias vive melhor. Por exemplo, se a pessoa domina suas bioenergias, não sofre de burnout, hoje muito comum entre os professores. É também o domínio das bioenergias que permite despertar as parapercepções, tornando mais lúcida nossa interação com outras dimensões.

Essas variáveis mostram a complexidade do estudo da consciência. Em função dessa complexidade a Conscienciologia possui hoje mais de 300 especialidades.

A Parapedagogia é a especialidade da Conscienciologia dedicada aos estudos e pesquisas da Filosofia da Educação e à Pedagogia, além dos recursos da vida humana, através da multidimensionalidade vivenciada e da autoprojetabilidade lúcida humana.

A realidade enfrentada pelos professores em sala de aula também é multidimensional e bioenergética. Ignorar essa realidade não vai fazer com que ela deixe de existir. O mais inteligente é entender como isso funciona, para atuar melhor.

A práxis docente passa pela reflexão sobre a vivência. A Parapedagogia propõe um ciclo de qualificação da práxis parapedagógica, composto por 5 fases ou momentos:

1 – Conteúdo: É o domínio cognitivo que o professor tem do assunto em questão. Em síntese, não é possível ensinar algo que não se sabe.

2 – Transposição didática: É a conversão de um saber científico em objetos de ensino (conceito desenvolvido por Yves Chevallard em 1985). Envolve a seleção dos conteúdos a serem ministrados no tempo disponível e a sua adequação ao público-alvo, incluindo recursos didáticos empregados. A educação convencional termina aqui.

3 – Interação com o campo energético parapedagógico: Quando o professor está tranquilo com relação ao domínio do conteúdo e preparou bem a sua aula, ele pode relaxar e focar a atenção na percepção das energias da sala e dos alunos, iniciando a leitura das demandas assistenciais dos alunos e tornando o campo energético mais acolhedor e propício ao esclarecimento. É a abertura das parapercepções.

4 – Fazer parapedagógico: É a interação mais direta com a multidimensionalidade, quando há uma expansão de ideias, um insight de origem extrafísica, ou uma informação passada por um amparador extrafísico de função sobre algum contexto específico em sala de aula, capaz de esclarecer a dúvida dos alunos.

5 – Interassistencialidade: Ocorre com o atendimento da demanda interassistencial, ou seja, quando as dúvidas dos alunos físicos, ou de suas companhias extrafísicas são atendidas, o que permite seguir até outro conteúdo mais complexo.

*Voluntário da Reaprendentia – Associação Internacional de Parapedagogia e Reeducação

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