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ARTIGO: Para onde vamos depois da Morte?

Artigo da Semana

Por Thiago Leite*

Cada cultura humana tem sua própria forma de representar o que ocorre com um indivíduo depois da morte de seu corpo biológico. Alguns povos, como os antigos egípcios, acreditam que a pessoa continua existindo em carne e osso em outro mundo. Outros afirmam que existe um lugar invertido em relação ao mundo dos vivos, onde vivem as pessoas que morreram. Há também culturas que veem na morte um retorno do indivíduo à natureza da qual ele é fruto, como os índios Krahó.

Há também a crença de que, depois da morte, o indivíduo vai viver num lugar bom ou ruim, dependendo de sua conduta moral em vida (por exemplo, o Céu e o Inferno para os cristãos, o Walhalla e o Hel para os vikings ou os Campos Elíseos e o Tártaro para os gregos). E ainda há, em certos contextos, a crença de que o indivíduo se extingue depois que o corpo (e o cérebro) deixa de funcionar.

Determinados grupos humanos já pensam que o indivíduo renasce em outro ser, animal ou planta, depois que morre (metempsicose), indefinidamente. Para Platão, a alma renasce várias vezes até o momento em que, atingindo um certo grau de evolução, vai viver com os deuses. O Budismo tem uma perspectiva parecida, pregando que os renascimentos acabam quando o indivíduo se torna Buda e alcança o Nirvana.

Já para o Espiritismo, a pessoa passa por um processo de sucessivas reencarnações para superar suas imperfeições, até alcançar um estado de pureza. Sua conduta deve se guiar pelos preceitos morais advindos de Deus, e o espírito, em seu processo evolutivo, passa por várias etapas, desde o chamado Inferno, passando pelo Umbral até chegar ao Céu (que para eles não são lugares, mas estágios da evolução do espírito).

A Doutrina Espírita é mais científica do que as outras crenças, abrangendo as explicações de outras religiões a respeito da vida após a morte. Pode-se dizer que o Espiritismo sistematizou de maneira mais ampla o conhecimento sobre a sobrevivência da consciência depois da morte. Porém, ainda se mantém atrelado a valores tradicionais religiosos que dificultam o desenvolvimento do conhecimento científico sobre esses fenômenos.

Se tomarmos a maior parte das descrições de percepções extrassensoriais vivenciadas por pessoas em geral, que atestam a permanência, após a morte, da existência de indivíduos em outras dimensões, veremos que não há unanimidade na representação dessa realidade extrafísica, pois ela é subjetiva e depende em grande parte das crenças e da visão de mundo das consciências que vivenciam essa dimensão não-física.

Tendo em vista essas várias abordagens, mais ou menos discordantes entre si, podemos nos perguntar: para onde vai a consciência depois da morte?

Para responder esta pergunta, a Conscienciologia se baseia nos experimentos pessoais dos pesquisadores conscienciólogos e em relatos de vários autores ao redor do globo, propondo um paradigma e uma teoria que expliquem o maior número de fenômenos parapsíquicos possível. Sua proposta é superar as noções místicas e religiosas, abordando os fenômenos não-físicos com mais isenção e cientificidade, sem dar a esse conhecimento um caráter de revelação ou esoterismo, mas disponibilizá-lo para o maior número de pessoas.

Para a Conscienciologia, a consciência (alma, espírito ou ego) se manifesta através de um conjunto de corpos, que inclui o soma (corpo físico), o psicossoma (corpo extrafísico), o corpo energético (que liga os dois primeiros) e o corpo mental (sem forma definida, responsável pelas funções mentais mais avançadas). A consciência passa por um ciclo de nascimentos e renascimentos, alternando períodos intrafísicos com períodos extrafísicos, acumulando experiências e aprendizados ao longo de sua existência.

Nossa manifestação é um conjunto indissociável de pensamentos, sentimentos e energias (pensenes). Aquilo que pensamos, sentimos e fazemos constitui o que somos, e essa manifestação se mantém coesa, independentemente de estarmos na dimensão intrafísica ou extrafísica.

Com base nas experiências dos conscienciólogos, que incluem as experiências fora do corpo humano, é possível dizer que, embora sua manifestação se dê em outra dimensão, ela atua no mesmo espaço, podendo até mesmo “atravessar” objetos sólidos. As dimensões, então, não são lugares diferentes, mas densidades e /ou frequências diferentes ocupando o mesmo espaço.

Quando a consciência intrafísica desativa o soma, ela deixa de se manifestar diretamente na dimensão mais densa. Isso não quer dizer que ela vá para outro lugar. Ela passa a se manifestar em outra dimensão, e pode até interagir energeticamente com ambientes que conheceu na vida intrafísica.

Mas existe algo na dimensão extrafísica que seja análogo ao que o Cristianismo chama de Céu ou Inferno, ou algo parecido com a ideia de Nirvana dos budistas?

Pela afinidade de ideias, sentimentos e energias, as consciências que descartam o corpo físico se aproximam naturalmente de comunidades extrafísicas compatíveis. As consciências que ainda estão muito apegadas à dimensão intrafísica tendem a criar e manter ambientes mais “pesados” e continuam interagindo no âmbito mais próximo à superfície da Terra. Se a consciência acredita que será punida por causa de pecados proibidos por Deus, pode imaginar que se encontra no Inferno.

Consciências mais desprendidas desta dimensão física se agrupam em comunidades mais sutis, cuja localização não se restringe às leis físicas como a gravidade. A princípio, a consciência mantém, na dimensão extrafísica, energias mais densas e próximas da energia física. À medida que evolui, vai descartando essas energias, primeiro se desfazendo do corpo energético, depois do psicossoma, até que, num ponto bem mais avançado de sua evolução individual, se desprende de quase todos os corpos, passando a se manifestar somente através do mentalsoma, não voltando a renascer num corpo físico.

Pelo que vimos até agora, a consciência não vai para algum lugar diferente deste universo, mas passa a atuar numa dimensão diferente da intrafísica. Ela não vai para um Céu ou um Inferno, não é recompensada ou punida por uma força maior. O que ocorre com ela depois da morte e o lugar para onde vai são consequências de suas ações e escolhas (conscientes ou inconscientes) em suas diversas existências.

*Voluntário da Conscienciologia

4 Comentários

  1. Já viu um bebê se formar e nascer? Eu virei ateu quando vi meus filhos surgirem de uma célula (que antes eram duas meia-células), crescerem e nascerem. Não precisa de mais nada para explicar a vida, muito menos a consciência. Se você acha que precisa, beleza – é seu direito. O dia que você achar uma prova, ai é que veremos. Na minha opinião, você viajou legal…

  2. @fabio
    Mas quem falou que a conscienciologia é teísta? “Vc viajou legal!” E não tem que acreditar, não. A informação está aí, pega ou não, sem problema. Outra forma de saber é… morrendo! Mas espero que vc demore a vivenciar tal experiência! Grande abraço! :)

  3. Rogerio, não precisa morrer não, é só desenvolver a projetabilidade lúcida, ou seja, a saída consciente para fora do corpo humano. É como um treinamento para a dessoma (morte) e você consegue verificar o que acontece com a Consciência e para onde ela (você) vai.

  4. Boa noite, já passei por algumas experiências de projeção astral e estudo estes temas sobre consciência em geral faz 6 anos.Queria saber de vcs se conseguiram alguma boa evidência de que exista um “ser superior”, alguma espécie de consciência “gigante”, ou seria mais para “nosso próprio universo é este ser”.Sei que é uma pergunta complicada(Pelo menos para mim), e só para saberem, pelo que estudei até agora, penso que a energia que forma tudo é de fato este “deus” das religiões, mas que não pune ou recompensa, na verdade não tem como pensar em seus atributos, pois não são humanos.
    Agradeço se alguém deste grupo de vcs responderem, obrigado.

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