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ARTIGO: O Mentalsoma

Artigo da Semana

Por Thiago Leite*

Há duas realidades básicas no universo: energia e consciência. A energia é a parte mais objetiva da realidade e se manifesta em variadas formas, densidades e dimensões. A consciência é a parte subjetiva da realidade, a individualidade que se manifesta através de pensamento, sentimento e que utiliza a energia para interagir com o meio e com outras consciências. Cada indivíduo humano é uma consciência.

A subjetividade da consciência não implica que ela seja menos concreta do que a energia. Ambas existem e podem ser percebidas e mensuradas através de métodos específicos. A energia mais densa pode ser estudada pela Ciência, notadamente pela Física e pela Química. Já a consciência e a energia mais sutil, em grande parte, fogem da observação científica convencional.

Se a consciência pode ser estudada pela Psicologia e pela Neurologia, por exemplo, este estudo tende a ser superficial, pois desconsidera a manifestação consciencial fora da dimensão intrafísica.

A Holossomatologia, especialidade da Conscienciologia, pesquisa o conjunto (holo) dos veículos (soma) de manifestação da consciência, o holossoma, que se manifesta em diversas dimensões. Cada uma destas dimensões se encontra numa frequência energética diferente, indo da mais densa (material) até a mais sutil (mentalsomática). A energia mais sutil do que a material só é percebida pela consciência que consegue extrapolar os sentidos físicos, manifestando suas percepções em dimensões extrafísicas e atuando diretamente nestas.

Além do corpo físico (soma), com o qual nos relacionamos diretamente com a dimensão intrafísica, o holossoma é composto por pelo menos outros três veículos. O psicossoma, também conhecido como corpo emocional, é uma réplica menos densa do soma, com o qual podemos passar por uma experiência fora do corpo, também conhecida como projeção astral. O energossoma é uma ligação energética intermediária entre o soma e o psicossoma.

Por sua vez, o mentalsoma, o corpo mental, ainda mais sutil do que o psicossoma, não tem forma definida e se manifesta predominantemente pelo pensamento. Não se sabe como nem quando surge o mentalsoma no processo evolutivo de uma consciência, mas sabemos que ele está ligado ao discernimento, à inteligência, à racionalidade, à lógica e à Cosmoética (ética universal), entre muitas outras faculdades mentais.

Em nosso processo evolutivo, a convivialidade é uma constante e dependemos uns dos outros para evoluir. Portanto, é forçosa a postura mais altruísta de se assistir os outros para que o universo seja cada vez menos doente e haja cada vez mais homeostase interconsciencial. O uso predominante do mentalsoma importa à consciência que deseja servir como instrumento para a melhoria das consciências que a rodeiam e dos ambientes em que atua.

Quando predominam os instintos sub-humanos, a consciência ainda atua no egoísmo e no hedonismo, buscando apenas a autorrealização dos desejos somáticos, como a fome e o sexo. No máximo, o altruísmo dessa consciência se estende para as pessoas mais próximas, como familiares e amigos de cuja convivência depende para sobreviver.

A atuação em que predominam o psicossoma e as emoções tende a ser um pouco mais abrangente, mas podem se estagnar na busca pelo mero bem-estar íntimo. A assistência realizada a partir da emoção tem como objetivo muito mais a consolação, e sua preocupação maior é com medidas paliativas, sem mudanças significativas no status quo.

A atuação com predomínio do mentalsoma se baseia no discernimento, a partir de uma análise racional das situações que vemos ao nosso redor. A visão de conjunto é um dos atributos do mentalsoma, sem o qual não se pode avaliar a forma como as consciências estão concectadas nem as consequências de qualquer ação dentro de determinado contexto.

A assistência mentalsomática deixa a tarefa da consolação para trabalhar com a tarefa do esclarecimento (tares). Essa assistência é profilática e não mais paliativa, baseada na compreensão da interdependência, no desenvolviemtno da interassistência e buscando a superação das dependências emocionais. No processo da interassistência, quem tem mais ajuda a quem tem menos, sem a criação de relações de dependência, dominação e gurulatria.

O desenvolvimento da assistência mentalsomática e da tarefa do esclarecimento implica também em mais responsabilidades para com os outros, pois aquele que assiste pelo discernimento compreende melhor as consequências de seus atos nas várias dimensões de manifestação consciencial. Sua assistência, seja feita através do uso das bioenergias, do parapsiquismo, da docência ou da publicação de obras que veiculam verdades relativas de ponta, pode alcançar um escopo maior, alcançando mais consciências, em várias dimensões e em várias partes do universo.

*Voluntário da Conscienciologia

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