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ARTIGO: Parapsiquismo e Autoevolução (Parte II)

Artigo da Semana

Por Paulo Abrantes*

Os relatos e ocorrências parapsíquicas são bastante variados e antigos dentro das linhas espiritualistas, da metapsíquica e mesmo da parapsicologia. Vários pesquisadores e curiosos procuraram pesquisar e provar a autenticidade dos fenômenos por detrás da mediunidade, ao modo da telepatia, precognição, retrocognição, a própria projeção consciente, os fenômenos da clarividência, a visão remota, dentre inúmeros outros. Para isto concentravam seus esforços no estudo dos chamados “sensitivos”, procurando uma forma de comprovar ou não a veracidade dos fenômenos por aqueles vivenciados. Como exemplo de sensitivos intensivamente pesquisados, vale a pena citar o caso do conhecido médium ectoplasta Carlos Mirabelli (1889–1951), que na primeira metade do século passado foi um dos médiuns mais estudados pela ciência convencional da época. Mirabelli, em múltiplas seções mediúnicas que ocorriam principalmente na Academia de Estudos Parapsíquicos César Lombroso, em São Paulo, atraiu cientistas, parapsicólogos, artistas, pessoas da alta sociedade, todas testemunhas de seus feitos, até mesmo com elevado rigor científico para a época.

No entanto, com todas as evidências dos fenômenos testemunhadas em várias épocas e regiões diferentes – aparições de consciências extrafísicas, ectoplasmia, clariaudiências, clarividências, parateleportações e materializações –, que atraíam pesquisadores de todo o mundo, a despeito de terem trazido maior conhecimento sobre os fenômenos avaliados e registrados, os estudos sobre o tema foram praticamente descontinuados. A própria parapsicologia perdeu sua força inicial, pois, pesquisando fenômenos multidimensionais com a utilização de instrumentos da ciência convencional (monodimensional, materialista), obviamente não foi capaz de apreender as múltiplas variáveis presentes nos fenômenos.

Depois de mais de um século de estudos mais ostensivos diante de tais fenômenos, com resultados variados (até mesmo fraudes, fato infelizmente muito comum), o que se observa é que a pesquisa do parapsiquismo, estudado sempre no outro, externamente ao pesquisador, tornou-se para muitas pessoas algo excêntrico, até mesmo sombrio. Estes fatores, juntamente com a influência religiosa sobre o tema, estão ente as causas do declínio da pesquisa convencional dos fenômenos parapsíquicos ao longo do tempo.

No âmbito da Conscienciologia, e mais especificamente na sua especialidade Parapercepciologia (estudo das parapercepções), importa ao pesquisador ser também o sensitivo. A consciência, por ser multidimensional, é capaz de acessar e atuar nas várias dimensões e avaliar as suas consequências evolutivas, por si mesma. Na ciência conscienciologia, todos somos autopesquisadores em potencial.

O autodesassombro quanto a esta nossa realidade interdimensional, quando vivenciada com racionalidade, vontade sincera de ajudar a si e aos outros, traz, cedo ou tarde, ampliação da cosmovisão pessoal e novas abordagens e prioridades perante a vida.

Nesse sentido, o parapsiquismo é, antes de tudo, uma ferramenta evolutiva ao alcance de toda a pessoa pré-disposta, desassombrada e aberta ao estudo e à pesquisa das realidades energéticas e extrafísicas ao seu redor. Esta ferramenta é inestimável, sobretudo, para o portador de missão de vida (programação existencial ou proéxis) mais avançada, com impacto assistencial mais permanente em um grupo maior de pessoas.

A realidade que envolve o parapsiquismo está muito além do fenômeno em si. O foco passa a ser o conteúdo do fenômeno, o seu por quê, a identificação de sua importância em um determinado momento, a qualidade do mesmo, o resultado prático que isto traz para si e para os demais. Para a pessoa que almeja a evolução, já não cabem mais as bocas abertas das reações emocionais infantis.

Como sugestão inicial para ampliação da visão de conjunto sobre o tema, vale destacar algumas obras da filmografia parapsíquica. O Sexto Sentido (EUA, 1999, com Bruce Willis); Um Olhar na Escuridão (França e EUA, 1993, com Vanessa Redgrave); Atos que desafiam a morte (Reino Unido e Austrália, 2007, com Catherine Zeta-Jones e Guy Pearce).

Laboratório AcoplamentariumAtualmente já existem laboratórios conscienciológicos otimizados para as experiências autoparapsíquicas no Brasil, ao modo do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia – CEAEC (www.ceaec.org), em Foz do Iguaçu, primeiro Campus Conscienciológico do planeta localizado na Cognópolis Foz. São ao todo 17 laboratórios que estão à disposição dos interessados em desenvolver o autoparapsiquismo. Dentre estes, destacamos o laboratório grupal do Acoplamentarium, espaço com capacidade para 64 pessoas, em forma de anfiteatro, onde os participantes estudam tecnicamente suas percepções (veja na foto) em ambiente controlado, com fins assistenciais e científicos, permitindo confrontá-las e cotejá-las com aquelas vivenciadas pelos demais integrantes.

Todas as técnicas autoevolutivas são enriquecidas a partir da análise dos fatos multidimensionais, interligados com os fatos intrafísicos. Você já admite ser uma consciência que se manifesta além do seu corpo físico e da própria intrafisicalidade? Já experimentou algum fenômeno parapsíquico? Quais as consequências evolutivas para si e para os outros?

*Voluntário e pesquisador da Conscieciologia

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