ARTIGO: Parapsiquismo e Autoevolução (Parte I)
Por Paulo Abrantes*
Segundo a Enciclopédia da Conscienciologia, o parapsiquismo é a condição da consciência humana (consciência intrafísica ou conscin, as pessoas em geral) capaz de vivenciar parapercepções além dos sentidos do corpo físico, incluindo aí as parapercepções energéticas da própria conscin (ou seja, percepção de si), das projeções conscienciais (saídas lúcidas para fora do corpo humano) e das consciências extrafísicas ou consciexes (pessoas que não se manifestam mais com este corpo físico, porém atuantes em outras dimensões).
Muito conhecido popularmente – e simplificadamente – como sexto sentido ou mediunidade, é assunto ainda controverso, pouco estudado e pouco compreendido pelas pessoas em geral como possibilidade de dinamização da própria vida, de autodescortínio de nossa verdadeira realidade extrafísica (autocomprovação) e de autoconscientização quanto a novas possibilidades evolutivas dentro do processo individual e grupal, nesta vida.
O parapsiquismo é inarredável na vida de qualquer um pelo simples fato de que há laços de conexões energéticas entre pessoas – incluindo as que temporariamente não portam mais corpos físicos, manifestando-se através de corpo mais sutil, o que evidencia que a morte, de fato, não existe –, laços estes que atuam de forma onipresente e dinâmica, dos quais ninguém escapa, estando lúcido ou não para esta realidade. Inevitavelmente, as nossas ações – no passado e no presente, sejamos conscins ou consciexes –, têm efeitos sobre nós mesmos, bem como sobre o ambiente ao nosso redor, na forma de pensamentos, sentimentos e energias (PenSenEs) que repercutem em múltiplas dimensões.
Os efeitos destas conexões em geral não são percebidos como influências diretas dos pensenes atuantes sobre nós ou a partir de nós. Em geral, os efeitos rústicos, mais palpáveis destas influências se dão na forma de alterações no estado emocional (alegria, raiva, reflexão profunda, melancolia, cansaço, confiança, dentre outros), de conotação mais sadia ou mais patológica. O desenvolvimento do parapsiquismo capacita o praticante a ir mais fundo nesta avaliação, ampliar a análise considerando também variáveis extrafísicas e interdimensionais: por que estou me sentido deste jeito? Qual o contexto em que esta sensação ou emoção ocorreu? Quais foram as pessoas com quem mantive contato nas últimas horas ou dias? Senti algum sinal energético em alguma parte do meu corpo, repercussão da minha maior sensibilidade às demais dimensões? Aconteceram sincronicidades (“coincidências”, ou fatos interconectados mas aparentemente independentes entre si)? Há causas orgânicas ou fisiológicas que, em caso positivo, explicam por si só a ocorrência? Este processo é saudável ou patológico?
Estarmos lúcidos para esta realidade multidimensional significa, antes de tudo, estarmos conscientes e desassombrados para esta mesma realidade. Ainda encontramos muitas pessoas – a grande maioria – que ainda observam poucas nuances da realidade extrafísica, não percebem esta cadeia de processos interdimensionais atuantes sobre elas mesmas, ficando apenas o registro do efeito final: emoções e sensações confusas, percepções incompletas, estados de humor específicos e, mesmo quando a informação se apresenta de forma mais contundente, muitos procuram explicar estas ocorrências munidos de seus próprios arquétipos – principalmente religiosos. Tornemos mais objetiva nossa subjetividade.
Palavras como sobrenatural, fantasmas, almas penadas, anjos e mesmo demônios ainda povoam a imaginação de muitos, e a sensação predominante ainda é o medo. Para estas pessoas que ainda não conseguem (ou não desejam) sair deste estado, a melhor opção provavelmente é deixar o autoestudo do parapsiquismo para dias melhores.
Neste caso o medo é, sobretudo, ignorância quanto ao desconhecido, e o desconhecido significa falta de vivência e experimentação lúcida e tranquila da nossa condição e natureza parapsíquica.
*Voluntário e psquisador da Conscienicologia

