ARTIGO: A Influência das Bioenergias na Nossa Vida
Por Rute Pinheiro*
Antes de Pasteur provar que seres invisíveis a olho nu, os microorganismos, eram os responsáveis por diversas doenças, milhares de pessoas morriam de infecções simplesmente devido ao fato dos médicos não lavarem as mãos adequadamente entre um atendimento e outro, ou dos instrumentos utilizados não serem devidamente esterilizados. Essa descoberta ajudou a salvar vidas e abriu as portas para o avanço da microbiologia e da imunologia. Vieram então as vacinas e os medicamentos de ponta. A ciência avança cada dia mais no conhecimento sobre estes seres tão pequenos que podem nos causar sérios danos e inclusive levar à morte, como é o caso de alguns vírus e bactérias, a exemplo da KPC, a superbactéria que tem vitimizado pacientes graves e debilitados imunologicamente em diversos hospitais.
Mas, até hoje, principalmente nas culturas ocidentais, pouco se sabe e se fala das bioenergias e de suas influências na nossa saúde, talvez por ainda não termos nenhum equipamento que possa detectá-las ou comprovar a sua existência. Já se começa a aceitar, em importantes centros de referência em saúde no Brasil e no mundo, que algumas terapias, a exemplo da homeopatia e da acupuntura, realmente funcionam, devido aos resultados alcançados nos tratamentos. No caso da acupuntura, usada em muitos casos para alívio de diversos tipos de dores, a abordagem ocidental considera que as agulhas inseridas enviam mensagens para o cérebro por meio do sistema nervoso e este então libera elementos químicos (endorfinas) na corrente sanguínea que aliviam a dor. Sob a ótica oriental, onde é usada há séculos pela Medicina Tradicional Chinesa, considera-se que as agulhas colocadas em pontos conectados entre si por canais energéticos, os meridianos, ativariam a energia e ajudariam a equilibrar a saúde de maneira geral.
Quando analisamos a consciência em sua manifestação mais integral, sob o paradigma consciencial utilizado nas pesquisas da Conscienciologia, que considera a atuação da consciência em diversas dimensões, nas quais utiliza diferentes veículos ou corpos (soma, energossoma, psicossoma e mentalsoma), em uma série de existências e com contínua troca energética, observamos que as duas explicações podem ter coerência. A ocidental, ainda que de maneira restrita, por analisar questões fisiológicas relativas ao corpo biológico, e a oriental por analisar a influência do equilíbrio energético na saúde deste corpo biológico, afinal, todos os veículos estão conectados.
A compreensão das bioenergias, que como o próprio nome indica são todas as formas de energia da vida, pode ocorrer através da autoexperimentação. Para isso, existem técnicas energéticas que qualquer pessoa pode exercitar, tanto para desenvolver sua percepção energética como o domínio das próprias energias. Ao descortinar esta realidade, podemos então perceber que estamos imersos em um mar de energias, em uma troca contínua com os ambientes e as outras consciências. Além disso, estas energias são qualificadas com os nossos pensamentos, sentimentos e emoções.
Assim, ao estarmos lúcidos quanto a estes pensamentos e emoções, e a sua influência nas nossas energias, podemos, por nossa vontade, melhorar nosso padrão energético, evitando os desequilíbrios mentais, emocionais, energéticos e por fim somáticos, melhorando desta forma nossa saúde integral. Este equilíbrio holossomático, por sua vez, devido às trocas citadas anteriormente, poderá reverberar nos ambientes por onde passamos e nas nossas inter-relações. Contudo, o domínio das energias exige esforço e perseverança, mas quando conseguimos vivenciar, ainda que não continuamente, estados de homeostase holossomática, percebemos que vale a pena.
Até quando ficaremos estagnados nas limitações das explicações vigentes, como muitos colegas de Pasteur no século XIX, por ainda não termos provas válidas sob o paradigma da ciência convencional? Será que não seria melhor mantermos uma postura mais neofílica e pesquisarmos seriamente as bioenergias e suas influências no nosso dia-a-dia e na nossa saúde? Talvez daí surgissem novas áreas de pesquisa, tais como a Paramicrobiologia e a Paraimunologia. Mas, como diz o Princípio da Descrença utilizado nas pesquisas conscienciológicas, não acredite em nada, nem mesmo no que está escrito neste artigo; experimente; tenha suas experiências pessoais, e assim chegue às suas próprias conclusões.
*Bióloga, professora e pesquisadora da Conscienciologia e voluntária do INTERCAMPI

