ARTIGO: Autopesquisa: Recurso para a Saúde Consciencial







Por Andréa Nascimento*

Existe um pressuposto básico para quem deseja evoluir com qualidade e faz uso da tares (tarefa do esclarecimento) no processo interassistencial às outras consciências na multidimensionalidade afora: é o de que a produção e emissão pensênica (pensamento, sentimento e energia) hígida, constante, no cotidiano de cada consciência, facilita a assistência a qualquer nível consciencial. Esteja a consciência intrafísica no estado intrafísico ou projetado para fora do corpo físico na dimensão extrafísica.

Estar disponível para ser um facilitador da assistência às consciências nos diversos níveis de carência que as mesmas apresentam é uma tarefa difícil e complexa. Portanto, o mais indicado é a manutenção de um padrão de pensar, sentir e agir com higidez, lúcido e autocrítico. Para isso, torna-se imprescindível que o assistente comece primeiro a olhar para si mesmo para identificar as suas principais carências, descortinar as suas origens e utilizar novas técnicas autoassistenciais para saná-las.

Segundo a Conscienciologia, ciência que estuda a consciência, o nível evolutivo das consciências que se encontram no planeta Terra apresenta, em sua maioria, diversas patologias que impedem a evolução consciencial para melhor, e restringem a manifestação pessoal a uma visão egocêntrica do mundo e de tudo o que está à volta.

Neste contexto, o mais indicado é que o menos doente assista o mais doente. Para que isso ocorra com qualidade é necessário que o menos doente apresente uma maior lucidez ao processo da interassistencialidade em que todos ganham e busque cada vez mais a própria saúde consciencial, através da manutenção de uma higidez pensênica.

De acordo com alguns estudos e pesquisas realizados pela ciência Conscienciologia, observou-se que a metodologia da autopesquisa pode ser desenvolvida em 4 etapas definidas: 1. Investigação do problema; 2. Diagnóstico do problema; 3. Autoenfrentamento do problema; 4. Autossuperação do problema, traço dificultador ou carência, bem como o traço facilitador ou aspectos que trazem resultados significativos no amplo campo de investigação da consciência.

A maioria das pessoas que investiu nesta técnica para obtenção de maior saúde consciencial, com persistência, coragem e criticidade, conseguiu, aos poucos, se desvencilhar de traços-fardos que atravancavam sua evolução, ou qualificaram os traços-forças que estavam escondidos, potencializando-os cada vez mais para melhor.

Nesse sentido, a autodescoberta e o autoinvestimento na pesquisa de traços da personalidade que ajudam ou dificultam o processo de evolução consciencial podem contribuir para a melhoria da higidez de pensamentos, sentimentos e energias, bem como a compreensão do quanto é fundamental na interassistencialidade a saúde consciencial.

*Pedagoga e pesquisadora do INTERCAMPI

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