ARTIGO: O Sentido da Vida e as Bioenergias
Por Ana de Sena*
Nosso dia-a-dia indica que indefinidas vezes deixamos de manter a lucidez acerca de nós mesmos, o que bloqueia o sentido da nossa vida. Por isso parece saudável questionar: quantas vezes nos sentimos descompensados após um dia de atividade intensa? Que tempo esperamos para realizar o que nos propomos fazer? Por que nos desmotivamos tantas vezes diante dos nossos propósitos?
Pode ser que isso aconteça devido ao envolvimento intenso com os acontecimentos ao nosso redor, pois, ao nos envolvermos com processos diários e movimentos mecânicos excessivos, entre outros abusos, podemos perceber a presença de distúrbios físicos, mentais e emocionais, em função do desequilíbrio das energias conscienciais, tais como: dores, irritação, desmotivação, entre outros, ou seja, quando deixamos de fazer uso adequado das nossas bioenergias, podemos nos contaminar com a energia do ambiente onde nos encontramos.
Um exemplo disso é a exacerbação de torcida diante de um jogo do seu time favorito. Muitas vezes presenciamos violentas brigas entre as torcidas de times adversários, até mortes. Já durante a Copa do Mundo, no Brasil, é comum parar expediente de trabalho e adiar compromissos importantes, no horário em que o time brasileiro joga. O pensamento da nação se volta para o futebol de forma tão intensa que até aqueles que não se interessam por esse esporte passam a torcer fervorosamente. Quando o time perde, todos sofrem pela derrota.
Por que a consciência apresenta facetas diferentes quando se encontra carregada no emocional?
O professor Waldo Vieira, propositor da Conscienciologia (Ciência que estuda a consciência em sua multidimensionalidade), e outros pesquisadores afins concordam que a consciência se manifesta através do PENSENE (pensamento, sentimento e energia) que influencia diretamente na nossa vontade.
Se a energia age na articulação entre o sentimento e o pensamento, a vontade nos permite alcançar a autossustentação energética, através de conquistas evolutivas, tendo como base a vivência do Estado Vibracional (EV), uma técnica bioenergética profilática, e a Projeção Consciente, ou seja, a experiência fora do corpo com o máximo de lucidez e discernimento possível.
Com o domínio das bioenergias, podemos prevenir ou minimizar a contaminação energética de acordo com nossa vontade e a prática correta das energias conscienciais, bem como é possível perceber que quem vive somente pelas emoções, sem reflexões maiores sobre a própria existência, geralmente não consegue aprimorar sentimentos elevados e encontrar o sentido da própria vida, permanecendo na condição de estagnação evolutiva, sem compreender que a postura reflexiva e a ação com discernimento pode nos conduzir para outro patamar evolutivo.
Para tanto, torna-se recomendável utilizar o princípio da descrença, aplicado pelo Paradigma Consciencial: “Não acredite em nada, nem mesmo no que está escrito neste artigo. Tenha suas próprias experiências.” Precisamos experimentar para chegarmos às nossas próprias conclusões e assumirmos nossa autonomia na condição de consciência, ou seja, precisamos assumir a responsabilidade sobre o destino da nossa própria vida, sem atribuir nossas responsabilidades aos outros.
Apesar da vontade, é natural cairmos em nossas próprias armadilhas quando excedemos na emoção e desqualificamos nossa autonomia ou livre arbítrio, por desconhecermos o uso adequado da energia consciencial, a qual pode atuar de forma profilática na articulação entre o pensamento e o sentimento.
Por outro lado, a dispersividade de esforços, a ausência de métodos, a indisciplina da vida em comum, a desarticulação de ideias, a dieta alimentar desequilibrada e alimentação sem horário certo também podem gerar descompensações energéticas, lembra o Professor Waldo Vieira. E acrescenta: “A energia consciencial é a base, o instrumento e a pedra de toque da renovação consciencial no autodesenvolvimento evolutivo.” Daí a necessidade do exercício da lucidez no contexto do processo evolutivo, para que possamos enxergar o sentido da vida, com discernimento.
*Assistente social, educadora e voluntária do INTERCAMPI

