ARTIGO: A Vivência da Compreensão no Cotidiano Multidimensional

Por Andréa Nascimento*
Este artigo pretende fomentar a necessidade de se desenvolver desde cedo a competência da compreensão. Esta deverá ser conquistada por todos nós, seres humanos, consciências em evolução, para que possamos viver melhor, com respeito e qualidade interassistencial em qualquer lugar em que nos manifestemos na multidimensionalidade.
Essas dimensões, segundo a Conscienciologia, são: a intrafísica, ou seja, da matéria, do uso do soma (corpo humano); a dimensão energética, onde ocorre a manifestação do energossoma (corpo energético); a extrafísica, na qual a consciência se manifesta de psicossoma (espírito, corpo emocional) e/ou mentalsoma (corpo do discernimento).
Os diferentes veículos de manifestação correspondem a diferentes frequências ou campos energéticos específicos de expressões da subjetividade de cada consciência.
A vivência da compreensão, tarefa difícil de ser realizada, implica em uma forma de doação e interpretação de ambas as partes, um crescendo em conjunto para que se alcance o consenso entre os envolvidos. Para isto é necessário a mudança de lugar, de percepção do outro e do mundo à nossa volta. Portanto, a disponibilidade para a compreensão exige a presença do amor, do fraternismo e da solidariedade para que haja o real acolhimento e, assim, se desencadeie o processo de compreensão.
Um dos maiores problemas da compreensão é a comunicação. Apesar das novas tecnologias, ainda não conseguimos superar o problema da incompreensão. As máquinas auxiliam no comunicar e orientar procedimentos ou divulgar informações, porém, não favorecem o diálogo necessário à compreensão porque não foram feitas para tal empreendimento, foram feitas para facilitar o fluxo informacional.
A competência da compreensão pode ser considerada, ainda, inconsistente na nossa convivência cotidiana, uma vez que vemos nas ruas, nas nossas casas, nas nossas repartições de trabalho, nos supermercados, nas escolas e em todos os lugares por onde transitamos, a presença da incompreensão.
Essa realidade é, também, constatada pelas pessoas, conscins (consciências intrafísicas) projetadas com lucidez na dimensão extrafísica que relatam diversas situações de conflito, onde fica impossível resolvê-las por diversos motivos.
Os motivos mais apontados são aqueles em que a conscin se acha a “dona” da verdade ou superior aos outros com quem convive; a que não se disponibiliza a escutar o que o outro tem a lhe dizer; a que se acha vítima de toda situação; a que trata mal qualquer pessoa; e outras atitudes que terminam dificultando o processo de desenvolvimento da compreensão entre os envolvidos.
Neste mesmo sentido, as consciexes (consciências extrafísicas) também apresentam essas atitudes e, o mais greve, muitas reproduzem determinados comportamentos por falta de lucidez de sua condição, ou seja, as mesmas não reconhecem o fato de não viverem mais entre os seres humanos com seus corpos físicos. Muitas consciexes passam a ter comportamentos hostis a qualquer movimento assistencial a elas porque não compreendem o que está acontecendo e ficam revoltadas, agressivas, dificultando a interação para a realização da assistência.
Diante disto, ao desenvolvermos a competência da compreensão, principalmente acerca da realidade multidimensional, desde cedo, quando somos crianças, e continuarmos a aplicá-la durante toda a nossa existência como conteúdo da nossa educação, poderemos colher frutos que podem vir a facilitar a nossa convivência diária tanto com conscins e consciexes na multidimensionalidade.
Portanto, como seres humanos, consciências em processo de evolução, sugerimos a vivência da comunicação altruísta, madura e compartilhada para que possamos nos ajudar no nosso processo de auto e heterocompreensão em qualquer ambiente que nos encontrarmos.
*Pedagoga e pesquisadora do INTERCAMPI

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